quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Onda de roubos e assaltos aumentam em São Joaquim


Até a merenda das crianças na escola João Paulo de Carvalho na Localidade de Luizinho. Foi roubada durante o feriado. Também foi depredada e todos os objetos de valor levados. No centro da cidade, uma loja de informática teve todos os produtos levados pelos bandidos.

Povo com medo de sair às ruas de noite. Tá uma espécie de toque de recolher. Assaltos e muitos roubos constantes na cidade e no interior. Sítios, chácaras, galpões, casas populares. Tudo! São tiros, assalto a mão armada, saidinha, casas assaltadas, produtos de pomar, roubo de gado, caça de animais silvestres. Tudo!

Na semana passada, em uma reunião aberta, convocada por entidades e divulgada por emissoras de rádio, levaram os problemas para a sede da ADR em São Joaquim. Da reunião sequer saiu um ofício com pedido de mais segurança para a Secretaria de Segurança Pública (SSP) ou outras instâncias – morreu ali. E ainda parte da imprensa foi impedida de participar da reunião.

O comandante da Polícia Militar de São Joaquim, Tenente Marlos Pereira, explicou aos presentes a dificuldade em atender todos os casos. “O efetivo da polícia militar para São Joaquim que também atende Bom Jardim da Serra é de 16 policiais, que se revezam em turnos de três ou quatro policiais – amanhã será só três, já que um sai de férias”, explicou ele, além de outras dificuldades da polícia em agilizar os atendimentos. “Muitas vezes estamos em uma ocorrência e somos chamados para outra, não dá tempo de chegar”, comentou ele. “Estamos fazendo milagre com o efetivo que temos”, explicou.

Com os presentes na reunião, ficou o acordo da criação de alternativas para agilizar o aviso de ocorrência para a polícia. A polícia tem feito seguidamente operações ostensivas também com o apoio do comando de Lages, através de um pelotão que se reveza em toda a Serra Catarinense para cercar suspeitos. Caso ali ocorreu ano passado, mas a luta tá difícil com poucos policiais.

A Organização das Nações Unidas (ONU) aconselha que haja um policial militar para cada 250 habitantes e Santa Catarina desrespeita a recomendação sobre efetivo nas ruas. Por aqui, entidades já discutem um pedido de apoio e mais policiais diretamente a outras instâncias.
Por Glauco Silvestre - São Joaquim de Fato 

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